A história de um turbante…

31 de outubro de 2016 / Comente

Começarei esse post com a frase proferida por um dos meus alunos ano passado: “professora, por que a senhora usa esse pano na cabeça?” A turma riu, eu, longe de me abalar com isso, disse: “não é um pano, meu bem! É um lenço, e só pessoas muito estilosas usam!” O tal pano virou minha marca registrada dentro e fora da escola. Com cabelo enrolado ou liso eu o uso! É um acessório tão simples e garante frescor e estilo no visual.

Ano passado, participei de uma oficina de turbantes que renovou meu olhar e me proporcionou poder experimentar novos modelos. Saí de lá, já passei pelo centro de Macapá e comprei malha (tecido bem barato e nem precisa fazer a bainha) de várias cores. Era só o que eu queria!!! Toma-te turbantes… Esse ano (em setembro se não me engano) houve a feira internacional de países, em que tivemos acesso a elementos de outras culturas (amo demais, pois isso também é moda!). Comprei uma toalha turca bordada para minha mãe, uma gema da saúde (baiana) para minha avó e para mim, adivinha? Isso mesmo, turbantes!

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Na área africana, me chamou atenção as cores, os trajes e os acessórios. Quando eu toquei no turbante amarelo (da foto) percebi que ele era diferente, pois tem um arame por dentro que garante forma. Imediatamente, o dono do espaço africano, pediu para eu me aproximar e mostrar como usa para outras mulheres. Virei a modelo do tutorial!

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Esse turbante é fácil de usar, pois o arame que ele possui por dentro garante mobilidade e forma! Gosto de pensar que forma uma rosa ao lado da cabeça.

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Meu preferido!

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Fotos: Dominique Allan

Outro que chamou minha atenção foi esse turbante mais fechado de cor laranja (tenho dificuldade para usar essa cor), pensei nele num editorial de moda/verão/color. Pensei, pensei e decidi levar. Cada turbante foi $25,00, caros e comparação aos $ 5,00 da malha que eu compro. Entretanto, avaliei o produto, seu contexto cultural e toda a logística que a feira possuiu parar chegar em nossa cidade. Precisamos incentivar e prestigiar essas iniciativas, pois cultura e moda é um casamento perfeito.

Obrigada pelo acesso!

Abraços da Jungle Girl

Maíse
Oliveira
#somostodosdaselva
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